segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PRIORIZAR NA SAÚDE


ZERO HORA 11 de agosto de 2014 | N° 17887

JOÃO LUIZ COUTO ANZANELLO


Não há mágica possível, atendimento médico pode ser barato como um exame de glicose pago pelo SUS, menos de R$ 2, ou caro como um transplante. A questão é que não há recursos para cobrir todos os gastos possíveis, mesmo que dobrássemos o orçamento.

Priorizar gastos é fazer política de saúde, e priorizar com base em algo racional e defensável cientificamente é uma necessidade em um país com nossas características epidemiológicas e econômicas. Cabe às autoridades constituídas convocar a sociedade para este debate aberto e direto sobre que modelo de assistência médica queremos implantar aqui; caso contrário, vamos continuar eternamente a nos queixar de filas para consultas e longa espera por cirurgias que não têm um apelo maior de mercado convivendo com pacientes e hospitais afortunados que consomem milhões. Não priorizar é fazer de conta que todos estão tendo o melhor possível, mas na realidade é gastar muito sem obter o melhor resultado possível.

Médico

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