quarta-feira, 18 de maio de 2011

MÁFIA DOS REMÉDIOS - EMPRESÁRIO SERIA O MENTOR

MÁFIA DOS REMÉDIOS - Empresário seria o mentor de esquema - ZERO HORA 18/05/2011

Considerado pela Polícia Federal um dos mentores da quadrilha que fraudava a venda de medicamentos, o empresário Dalci Filipetto integra a lista de procurados da polícia. Proprietário da maior distribuidora da região, a Sulmedi, e ligado a outras empresas distribuidoras suspeitas de funcionarem como fachada para vencer licitações, Filipetto teria dado origem à máfia dos medicamentos na região.

Auxiliar de enfermagem, começou a vida profissional no Hospital São Vicente de Paulo, em Barão de Cotegipe, e dali saiu para abrir a empresa distribuidora Sulmedi há 24 anos.

Felipetto fez diversos negócios. A Polícia Federal investiga se as operações podem ter servido para a lavagem de dinheiro. Há alguns anos, ele comprou uma fábrica de balanças em situação falimentar. No ano passado, diante da ameaça de fechamento do único hospital da cidade, adquiriu o prédio por cerca de R$ 2,5 milhões. No último ano, o imóvel passou por reformas, mas o hospital ainda está fechado. No local há apenas consultas particulares com psiquiatra e ginecologista.

O enriquecimento rápido, segundo a PF, teria incentivado outros dois grupos a se formarem na cidade.

– Um dos grupos abandonou os equipamentos hospitalares para trabalhar com medicamentos – disse Fábio Valgas, chefe da Controladoria-geral da União do Rio Grande do Sul.

Dalci já vinha sendo alvo de processos em outros Estados, como o Paraná. No Rio Grande do Sul, em São Borja, a prefeitura publicou em edital a declaração de “inidoneidade” de sua empresa.

Contrapontos

O que diz Antônio Leiria, advogado de Álvaro Folador e Fabio Filipetto: “Entrei com pedido de liberdade provisória e com pedido de exibição de documentos para ter acesso às provas que a Polícia Federal tem para estas acusações. Meus clientes preenchem os requisitos para responder ao processo em liberdade.”

O que dizem os advogados Alexandre Lângaro e Paulo Ricardo Dornelles, representantes de Maristela Três Filipetto, Cássio Filipetto e Dalci Filipetto: “O princípio da presunção de inocência estampa, no campo da prova, uma verdade provisória irrefutável, que rechaça qualquer julgamento precoce, posto que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.”

O que diz a família Três: A família Três não havia constituído advogado até o final da tarde de ontem

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